O
abraço
Queria espalhar pelo mundo o abraço fraterno. Aquele abraço que machuca
o coração de tanta energia positiva.
Deveria haver o decreto do abraço, do sorriso, da fraternidade. E quem
descumprisse a lei seria punido num tribunal justo de sentimentos.
Quem sabe com essa espécie de compromisso obrigatório – porque a coisa
funciona em geral dessa maneira, isto é, o obrigatório com punição – pudéssemos
incutir em cada um o sentimento necessário para o crescimento da humanidade?
O mundo seria mais ou menos assim: acordar com um sorriso, um aperto de
mão, desejar um bom-dia de verdade, ressoando aos quatro cantos; afinal,
o sol nasceu para todos. Nada perdemos em ajudar o próximo para que ele
alcance seus objetivos, como nós mesmos. Se alguém nos magoar, retribuir
com orações em seu favor, ele certamente vai receber suas vibrações.
E cada dia sem abraço, fraternidade, sorriso, multa na caderneta de poupança.
Poupar sentimentos seria crime inafiançável!
Sabemos que o mundo caminha desgovernado e que só há um caminho: o do
amor. As pessoas não se importam com o seu próximo, desejando somente
para si tudo o que há de bom.
Temos os mesmos direitos: o de comer, vestir, ter um teto, educação, etc.
Há tanta desigualdade social! Há tanta desconsideração para com o próximo!
O que seria necessário para o despertar? É difícil saber!
Conhecemos o caminho, todos nós o conhecemos, mas a conscientização desse
caminho está adormecida numa boa parte dos seres humanos e a cada dia
se vê tantos absurdos desvairados.
Ouço dizer: “É pior que um bicho!”
Qual nada! O animal não ataca ninguém e, se o faz, é somente para se defender.
Que presunção compará-los com um animal! Os animais são puros de coração,
sem maldade, muito melhores que nós! Compará-los a nós é afrontar os pobrezinhos!
Não dá para entender tanta maldade acontecendo!
Seria utopia a minha proposta?
Você já sentiu a força do abraço, a força do amor?
Já deu sua colaboração hoje?
É... dizem que vivo fora da real!
Margot Carvalho
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