Verdade
Minha alma sou eu
A ansiedade, meu corpo
Que em mim, vive a suspirar
Meu corpo, massa corpórea
De quem eu vivo a cuidar
Academia, dieta, musculação...
Tudo que o dinheiro pode me dar
Da alma, não sei cuidar não!
Vive por aí a divagar...
Como posso separar os dois?
Um, eu visto
A outra vive por aí,
despida...
Sempre a me maltratar
Só nos meus olhos, encontra-se
a verdade...
Mas apenas os sensíveis são capazes de despir-me
De todas as formas convencionais
E separar o meu corpo
Do meu
“Eu”
Sentir minha fragilidade
Olhar meus pés descalços...
Tocando o chão...
Meu coração cálido
Pedindo proteção
E no meu momento maior
Apartar meu corpo
Separar meu espírito
Da matéria impura, fétida
Que dia a dia está mais presa a
mim...
Margot Carvalho
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