Sede
Hoje, não senti os teus braços a me embalar
Hoje, também não vi teu sorriso cristalino
A sorrir para mim, hoje não vivi
Vivi a saudade, a amargura da incompreensão
O desamor, a dor
Minha existência tão pequenina se fez ainda menor
Meu coração inquieto bem perto de ti
Meus olhos distantes, sentiram o teu sorriso, a tua alegria
Percorreram todo o teu ser
Meus olhos também percorreram a tua face morena, suada pela alegria
Nas minhas mãos senti o copo; água para saciar minha sede...
E as minhas lembranças percorreram o ambiente
Cada detalhe vivi
Hoje, também senti meu coração bater forte
Queria estar presente, tocar tua pele
Tua alegria de menino maroto
Como se estivesse na esquina
Com as mãos no bolso a sorrir
Mas a realidade me faz sentir os pés no chão
O coração vazio e a saudade, que a cada dia,
Aumenta nas lembranças que guardo de ti
Margot Carvalho
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